Floresta de pinheiros no verão, habitat típico da lagarta processionária
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Lagartas processionárias: o que fazer em julho de 2026?

Por A equipa ProDeratisationPublicado a 19 de julho de 20264 min de leitura

Com as alterações climáticas e primaveras mais amenas, as lagartas processionárias (Thaumetopoea pityocampa no pinheiro, Thaumetopoea processionea no carvalho) alargam a sua área de presença em França e na região parisiense. Em julho de 2026, a maioria dos proprietários pensa erradamente que «a época já passou»: é, pelo contrário, um período charneira para quebrar o ciclo de reprodução antes da postura de agosto.

Desde o decreto de 27 de abril de 2022, a lagarta processionária está classificada como nociva para a saúde humana. O proprietário de um terreno infestado é responsável por qualquer dano causado a terceiros: vizinho, transeunte ou animal de companhia.

Porquê julho é um mês decisivo

O ciclo da processionária estende-se por quase um ano. Em julho:

  • as mariposas macho saem das crisálidas e procuram ativamente as fêmeas;
  • as fêmeas fecundadas fazem a postura a partir do final de julho sobre as agulhas de pinheiro ou as folhas de carvalho;
  • cada postura liberta 150 a 300 ovos que darão origem às futuras colónias urticantes.

É, portanto, a janela ideal para capturar os machos com armadilhas de feromonas e reduzir fortemente a pressão do ano seguinte. Quanto mais cedo atuar em julho, mais debilitada começa a próxima estação.

O perigo real para o ser humano e os animais

Os pelos urticantes (microssedas) permanecem ativos vários meses, incluindo em ninhos vazios, na folhagem do solo e em mudas abandonadas. Provocam:

  • reações cutâneas graves (urticária, eritema, edema);
  • perturbações oculares em caso de contacto com os olhos;
  • crises de asma por inalação;
  • no cão, um risco vital em caso de lambedura ou ingestão: língua inchada, necrose, dificuldade respiratória — urgência veterinária absoluta.

Cão a passear num parque arborizado no verão, vigilância reforçada contra as processionáriasCão a passear num parque arborizado no verão, vigilância reforçada contra as processionárias

A boa estratégia 2026: o que fazer (e o que deixar de fazer)

O que deixar de fazer em julho

  • Remoção manual de ninhos no pinheiro: demasiado tarde — as lagartas já desceram em procissão (janeiro–maio) ou puparam no solo.
  • Queimar um ninho sem proteção: os pelos urticantes dispersam-se no ar e agravam a exposição.
  • Pulverizar inseticida de grande consumo: ineficaz sobre os ovos, perigoso para os outros animais.

O que fazer consoante a árvore

| Árvore | Ação julho 2026 | Período ideal | |--------|-----------------|---------------| | Pinheiro | Colocar armadilhas de feromonas já | Junho – agosto | | Carvalho | Aspiração HEPA dos ninhos + feromonas | Maio – agosto | | Todas | Vigiar as procissões tardias no solo | Sul: até junho |

Para os carvalhos que ainda têm ninhos, a aspiração profissional com plataforma elevatória continua a ser o método mais seguro. Para os pinheiros, a colocação de armadilhas de feromonas é o investimento mais rentável: uma única armadilha captura centenas de machos e trava a reprodução local.

Carvalho grande no verão, hospedeiro da processionária do carvalhoCarvalho grande no verão, hospedeiro da processionária do carvalho

A armadilha de feromonas: modo de uso

  1. Escolher uma armadilha adaptada à espécie (cápsula de feromona «pityolure» para o pinheiro, «processionea» para o carvalho).
  2. Instalar a armadilha a 2–3 m do solo, na periferia da zona infestada, nunca dentro do foco.
  3. Renovar a cápsula a cada 4 a 6 semanas (junho, julho, agosto).
  4. Esvaziar o balde regularmente e eliminar as capturas (sabão, saco fechado).
  5. Combinar com um tratamento biológico BtK (Bacillus thuringiensis kurstaki) a partir de meados de agosto sobre as larvas jovens.

Quando recorrer a um profissional ProDeratisation

A intervenção de um aplicador higienista certificado Certibiocide é vivamente recomendada se:

  • a árvore ultrapassar os 4 a 5 metros de altura ou houver várias árvores infestadas;
  • estiver numa zona sensível: escola, creche, parque público, ERP, vizinhança imediata;
  • tiver crianças, cães, gatos ou cavalos a proteger;
  • restar um ninho visível e acessível num carvalho.

Os nossos técnicos realizam um diagnóstico gratuito no local, colocam as armadilhas de feromonas, programam as visitas de seguimento e asseguram a destruição segura dos ninhos por aspiração ou remoção conforme a estação. Para uma intervenção rápida em Île-de-France (Paris, Seine-et-Marne, Yvelines, Essonne, Val-de-Marne, Hauts-de-Seine, Seine-Saint-Denis, Val-d'Oise), contacte-nos ou peça um orçamento em linha.

Proteger o seu cão: os bons reflexos

  • Evitar as zonas arborizadas de pinheiros e carvalhos entre janeiro e julho (época das procissões).
  • Manter o cão à trela nos parques e florestas da Île-de-France.
  • Enxaguar abundantemente com água fria (nunca esfregar) focinho e patas em caso de contacto suspeito.
  • Ligar com urgência para um veterinário em caso de salivação excessiva, inchaço da língua ou vómitos: cada hora conta.
  • Vigiar os ninhos de inverno («bolsas» brancas sedosas) até serem destruídos.

O que reter para o verão 2026

  • ✅ Julho = janela de feromonas, não de remoção de ninhos.
  • ✅ Quanto mais cedo colocar, mais ligeira será a próxima estação.
  • ✅ Cão + processionária = urgência veterinária imediata.
  • ✅ Terreno infestado = responsabilidade jurídica do proprietário.
  • ✅ Profissional = diagnóstico gratuito, intervenção segura, contrato anual possível.

Não deixe a estação fechar-se sem agir: a luta contra as lagartas processionárias é uma questão de calendário. Peça o seu diagnóstico de lagartas processionárias hoje mesmo.

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